O canto do Tronco
Um... Dois... Três... Amélia contava as flores do bosque verde, pisava, cortava cheirava as plantas. As arvores cantavam ao seu redor e folhas giravam em volta de seu cabelo. Porém, Amélia logo estranhou.
– Mas que canto alto tem os troncos!
Andou mais um pouco e encostou em uma velha árvore, o som aumentando, desta vez como uma voz grande e poderosa.
– É porque não estou cantando!
– Quem está aí?
– Sou eu, a velha árvore!
Amélia olhou para cima e viu que a árvore estava torta, como se olhasse para ela.
– Está pisando em meus galhos!
– Oh, céus!
Pulou para trás, mas a árvore resmungou novamente. Girou, ficou na ponta dos pés, até dançou, mas todo passo machucava a pobre árvore! Mas finalmente, parou bem no meio do local, e o canto parou.
– Se sente melhor, grande árvore?
– Sim, obrigado Pequena.
Amélia ficou parada sem dizer nada, mas, impaciente, voltou a falar.
– Agora estou entediada! Já que não quero te machucar, pode cantar para mim?
Então o som voltou, e ela fechou seus olhos com um belo sorriso, balançando enquanto folhas cantam de manhã.
Um... Dois... Três...
